quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Parte 44 - Ah!, o Navio! *.* E... pobre borboleta ;__;

Raveneh, Johnny e Arthur concluíram a sua viagem até as Campinas em três dias e três noites: não foi uma viagem exatamente empolgante, que foi basicamente dos três jovens se escondendo da Guarda Nortista que vigiavam as fronteiras. Não foi uma viagem interessante para se viver, quanto mais para se escrever sobre. De modo que eu, modestamente, pulo essa insignificante parte e vou direto que o trio chega as Campinas exaustos e irritados, e no caso de Raveneh, confusa.
Em seguida o trio avança, exausto, pela floresta que vem antes do Navio. E logo chegam ao imponente navio, e logo se sentem realizados - com exceção de Arthur, claro, que como toda boa criança mimada, logo começa a se debater e gritar qualquer besteira sobre não gostar dali. Raveneh mal ligou para o menino, somente deu um olhar maravilhado ao navio e caiu de joelhos na terra, com uma expressão de puro alívio. Johnny dá um sorriso misterioso, mas não tem nenhuma reação especial que se assemelhe a de Raveneh. Os gritos infantis logo chamaram a atenção de quem estava dentro do Navio, e logo veio Rafitcha, como se fosse um fantasma: deslizando pelo chão.
- Raveneh! - exclamou Rafitcha surpresa.
- Rafitcha... - exclama Raveneh, quase em um sussurro, dando um fraco sorriso.
- Oh!... - e logo Rafitcha cai no chão, pois Raveneh numa tentativa desesperada de se manter acordada, apoiara-se nela. Porém o cansaço chegou, fazendo-a desmaiar.

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Siih olhava com um olhar desinteressado pela janela, como se não fosse ninguém importante. As camareiras vinham arrumar seu quarto, e se assustavam com aquele olhar absolutamente vazio, nada comum vindo da própria Rainha.
Sim, de fato, a "conversa" com Lefi a atingiu profundamente. Relembrou todas as vezes que tivera crises de dor de cabeça, e no que acontecia depois. Ela se acostumara que a cada acesso de raiva, as plantações queimavam, que a cada crise de choro e depressão, o sol assumia um aspecto sombrio e as nuvens se fechavam, que a cada alegria, as flores se abriam coloridas e até mesmo a chuva vinha colorida. Simplesmente Siih nunca havia percebido que o mundo regia conforme seu humor. E ela não sabia se isso era bom ou ruim.
Mas ela se assustava tanto!
Estendeu um dedo, e uma borboleta enorme e vermelha pousou nele. Siih deu um sorriso. Todos pensam que é muito fácil uma borboleta no dedo, mas não é verdade: as borboletas pousam nos dedos de todos, menos no seu.
- Vire um cisne, minha borboletinha cor de sangue... - murmurou Siih, sem ter conta do que estava falando.
E em um instante, a borboleta crescia. O minúsculo corpo frágil e preto virou o corpo imponente de enorme cisne branco, as asas vermelhas ganharam uma fina e macia penugem branca. Nascia-lhe um bico dourado, uma cabeça ovalada, e as patas douradas. Tudo no cisne era lindo. Mas ele não sabia voar, e Siih estava em seu quarto, que ficava em uma das torres mais altas do castelo. De modo que Siih deu um grito quando percebeu que o cisne já não estava mais lá, mas sim lá embaixo onde se juntou as rosas bem-tratadas do jardim, e a terra se tingia de sangue...
Siih recuou assustada, e se sentindo mais culpada que tudo. Encarou as próprias mãos, de olhos arregalados: que poder era esse, tão grande?
Escutou batidas na porta, e Siih escondeu as mãos, assumindo um ar sério.
- Majestade, Majestade! - exclamou um rapaz de baixa estatura, com um nariz muito pontudo e olhos negros de expressão vazia.
- O que foi? - exclamou Siih brava.
- Encontraram o Rei, Majestade! O Rei foi encontrado! - exclamou o rapaz - e ele está aqui no Reino das Fadas!

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- Raveneh tem vários machucados...
- Coitada! Mas além desses machucados, o que mais ela tem?
- Terei que ver... Ela foi chicoteada, por exemplo.
- Ela nunca falou disso comigo ._.
- Deve ser vergonha, Johnny. Se você fosse chicoteado, contaria?
- Err... acho que... sim!, epa... não!
- Então pronto! Bem, Raveneh está mal. E temo de pensar nos efeitos psicológicos...
- Ela ainda está desacordada... Não seria melhor, sei lá, ela acordar e...
- Deixe ela acordar, Maria. Calma, não foi sua culpa nem nada. Ela está bem!
- Como?! Eu que a mandei para aquele castelo, é claro que...
- Não! Não admito que você pense isso, Maria! Vamos indo, veja, a Doceh está fazendo bolo de chocolate...
- Ai, Ly, mas...
- Maria...
- Tá bom, tá bom! Ah... pobre Raveneh!
- Gente, ela precisa de descanso.... Poderiam sair do aposento, por favor?
- Até eu??
- Até você, Johnny. Vá embora, vá comer o bolo da Doceh, vai...
- Te odeio, Nath =D
- Eu também te odeio, Johnny xDDD Mas agora tem que ir, ou será que vou ter que lançar uma injeção contra você???
- Tou indo, tou indo! Sai de perto, sai de perto!
- Olha, a agulha tá próximaaaa....
- Ahhhh!!!!! Ok, ok, good good bye bye good good bye...
- Tchau, Johnny.

3 comentários:

Anônimo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Nossa o_o
*medo da Sih*
Meldels....
*medo da Raveneh*
*-* essa história é só segredos :o

*ansiosa para ler o próxima capitulo*

:**

Unknown disse...

Mas que coisa :k
Porque apareceu piasrules, no lugar do meu nome? o.O

-Maria-