domingo, 20 de junho de 2010

Parte 102 - Na linha da frente

O amanhecer veio com pessoas frenéticas, arrumando seus uniformes, mulheres penteando seus cabelos para não guerrearem desarrumadas. Kibii se ocultou, mantendo sua roupa de guerra guardada, aparentando fragilidade. Giovanna gritou um "avante!" e todos corresponderam. A animação estava em cada fio de cabelo alvoroçado, a exasperação contida. Doceh quase chorava só de imaginar que iria se meter em confrontos ao lado de Ly, Rafitcha desejava boa sorte ao Erevan. A medida que o preto deixava de existir no céu e o azul coloria, mesmo contorcido de sombras graças ao feitiço lançado, as pessoas se agitavam para arrumar um apressado café da manhã aos guerreiros, as roupas se ajeitavam, os guerreiros se arrumavam, Zidaly ficava fora do caminho, querendo muito entrar na guerra, relembrando trajetos, planos, rotas e planos de fuga, além de relembrar o que todos os sinais significavam: avante, recue, fugir!

Umrae já estava com tudo preparado.
Bel gritava as ordens, porque a paz sempre vinha com guerra e guerras estrondosas e chamativas nunca são silenciosas.
A respiração vinha tensa, preocupada.
E o céu, azul, se cobria do seu triste véu enfeitiçado, véu cinzento e melancólico. Tatiih, Thá, Kitsune se ocupavam da comida, Johnny ajudava Umrae a enfileirar as armas, a organizar os venenos, Amai ficara responsável pelas crianças para mantê-las quietas e calmas, o que considerando a personalidade calada dos três irmãos Sekai, não era algo realmente difícil.

Zidaly não iria à guerra.
Não iria à guerra porque não queria, porque estava cansada de tanto trabalhar, porque a própria Bel - mesmo superando seus sentimentos de raiva - não a desejava, mesmo sendo competente. Era uma atitude burra, sabia, mas o que iria fazer? Iria lançar uma garota com quem não tinha intimidade, nem confiança? Todos os seus soldados eram seus companheiros, tinham vínculos afetivos, por mais que doesse. Sabia que o segredo de seu sucesso estava em formar amizade entre os guerreiros, em fazer com que eles se empenhassem, de coração, na luta para salvar a si mesmo e salvar os colegas. Zidaly era competente, mas não tinha o menor espírito de equipe e os outros haviam adquirido antipatia por ela. Como ir em frente numa batalha tendo essas relações no interior? Era como um câncer corroendo o corpo.

Verde.
Céu.
- Preparados? - Umrae passou pela fileira de soldados, armados até os dentes, o metal tilintando.
- Sim - disseram os soldados, em perfeito uníssono.
- Soldados, ergam os olhos e vejam - Bel apontou para um tímido contorno de palácio por entre as nuvens - é o mundo das fadas. Lembrem! Não viemos por bondade, viemos por Grillindor. Lembrem que Ophelia morta é Grillindor segura. Lembrem que vocês não vieram brincando de soldadinho e sim vieram para arriscar suas vidas. - doía quando Bel percebia que em toda guerra, isso teria que acontecer. Era fato. Era inevitável. - por favor, cuidem de si. São soldados jogando com suas vidas, mas elas são valiosas demais para serem desperdiçadas em atos insensatos.
- Comandante - Harumi chamou, com doçura insegura. Seus olhos furta-cor brilhavam à luz da manhãzinha - deixe-me perguntar... nós iremos na linha de frente. Como vamos cuidar dos civis que lutarão ao nosso lado?
- Umrae é a líder deles - declarou Bel - ao passo que sou a líder de vocês. Protejam-se. Unam-se. Acobertem-se. Nós vivemos um tempo com eles para formar laços e treinar o quanto pudermos. Se tais laços estão fragéis, quebrarão aqui. Porém se foram bem recebidos, tais laços se fortalecerão. Tudo dependerá das últimas semanas que passamos aqui, Harumi. Tudo dependerá da nossa força em jogar nossas vidas para proteger outras pessoas.
- Porque Umrae guarda segredos sobre os próximos atos dela? - Ratta lembrou.
Bel não sabia responder. Ela mesma não sabia a resposta.
- Umrae sabe o que faz. Ela foi minha Líder no passado, ela me treinou durante algum tempo e foi a mais sábia comandante que pude ter na vida. Ela não guardaria segredo se não fosse algo necessário. Ela fará o que está planejando e ninguém a atrapalhará... e provavelmente será algo definitivo...
- Você também não sabe - Pauline quase riu ao ver que havia uma pergunta que Bel sentia dúvidas ao responder.
- Não interessa. Não devemos ser como os fanáticos, mas podemos confiar em Umrae. Nós, soldados de Grillindor, cumpriremos a missão que nos foi confiada. E qual foi ela?
- Destruir Ophelia? - Polly ergueu a mão.
- Exatamente. Não vamos ter dúvidas em relação a isso. Nossa missão é destruir Ophelia. O resgate será feito pelas forças de Campinas. Nós acabaremos com os demônios que são paus mandados de Ophelia. Vamos acabar com cada cabecinha de demônio. Cada fibra de carne será posta abaixo. E voltaremos com a cabeça de Ophelia!

Armados com armaduras.
Dragões bem alimentados.
Dez dragões.
Oito soldados.
E a bandeira de Grillindor se ondulando com o vento, imponente e esperançosa.

Cada segundo contava.
E Umrae precisava de cada segundo, cada pessoa, cada veneno, cada palavra. Ela precisava desesperadamente de tudo à sua volta e, mais do que tudo, queria a coragem. Quase rezou: deveria? Era assunto de humanos e nessa estranha terra com seres diferentes coexistindo na paz e na guerra, entidades sobrenaturais mantinham-se distantes. Sabia-se da existência, mas ninguém rezava, ninguém fazia cultos: era um estranho acordo de paz e não-interferência. Os seus deuses agiriam da mesma forma? Passara anos sem jamais incomodá-los e agora não sabia mais...

Ophelia estaria à sua espera? Estaria... com a sua arrogância habitual, gostaria de vê-la. Nem que fosse para dirigir qualquer sarcasmo 'oi sou melhor que você'. Embainhou sua cimitarra, ajeitou seus dardos, conferiu os frascos de veneno pela milésima vez. Precisaria estar com tudo: todo o destino de Campinas estava na sua mão. Tudo estava entre seus dedos e a hesitação crescente só lhe dava um frio no estômago.
Umrae viu Ly. Doceh. Fer. Bia. Até mesmo Johnny e Raven estavam ali, entre os que iriam lutar. Havia hesitado, inicialmente, em usá-los, mas eram fortes e capazes. Tinham aprendido com Heppaceneoh e estavam desejosos demais de fazerem algo, e não precisavam ficar dentro de casa. E os dragões estavam já à frente, caminhando para cercarem a cidade. Considerando que a cidade fica no norte do país das fadas, Gerogie cuidaria dos demônios vindo do sul. Erevan fiscalizaria as fronteiras do leste, e Keishara no oeste. Provavelmente não iriam ser perfeitos. Mas iriam vigiar e avisar e isso era suficiente. Por enquanto.
As calças.
A camisa branca. Sempre ali.
Prendeu o cabelo. Nada podia atrapalhar o grande ato.

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- Eu vejo movimentação - Lala disse ao olhar pela janela - algo vai acontecer.
Ophelia estalou os dedos, tranquilamente.
- Impressionante - diz admirando as próprias unhas - como você percebe isso agora.
Ficou mexendo nos cabelos castanhos, brincando com os dedos, olhando para o salão. Era manhãzinha e acordara mais cedo só para esperar. Logo os demônios viriam. Logo ela seria desafiada. E a ordem de tudo entraria em desequilíbrio.
Pensou nas pessoas mortas.
Nas pessoas que fugiram. Nas pessoas refugiadas em abrigos secretos, enterrados magicamente nessa terra e só se abririam quando tudo parasse.
Em todos.

Quem estaria com a razão? Estavam andando, agora, para acabar com ela. Seria a razão prevalecendo sobre o instinto.
- Lala, qual foi a vez que mais esteve perto da morte? - perguntou, sorriso estranhado nos lábios.
Lala teve que parar para pensar. Já passara por muitas situações ruins: caos, guerra, terror. Mas mesmo quando viajava pra terras estranhas em caos, ela nunca sentira o medo absurdo como no dia que ela conhecera Lala e se tornara sua escrava. Ophelia lhe causara um pavor totalmente impossível de se descrever e, naquele instante, ela havia apostado suas fichas na morte. Se saíra viva, foi por sorte.
- Foi com você - admitiu.
Ophelia sorriu.
- Assim que se fala - sussurrou - veja, minha querida Lala, veja Campinas. Mal podemos enxergar os nossos oponentes, mas podemos sentir a ansiedade. A energia é como comida para os que virão. Desse jeito é tão fácil... como mariposas vindo para a luz. Queimaremos todos eles. Esmagaremos um por um. Sente-as?
- Quem? - Lala sentiu Ophelia conduzi-la para olhar para o oeste. Aonde havia a fábrica abandonada.
- Minhas queridas amigas - Ophelia quase riu - elas estão esperando. Só esperando. Se elas não se moveram... se Campinas agirá agora com seus bichinhos... eu devo deduzir que se uniram, não é? É como um jogo. Não pode entrar pra perder, jamais. Então quando você precisa de atitudes drásticas, você faz o que nunca costuma fazer. Como se unir com aliados duvidosos.
- As pessoas de Campinas não são aliados duvidosos - declarou Lala - elas são confiáveis e possuem integridade. Ophelia... por mais que você seja poderosa, não pode duvidar da honestidade deles! Eles são poderosos, são fortes. Mesmo que o poder não se compare ao seu - encarou profundamente os castanhos olhos de Ophelia - mesmo assim, eles possuem uma integridade impossível de ser ferida-
- Chega! Chega dessas tolices! Integridade? Honestidade? Confiança? - Ophelia abraçou a amiga por trás, quase como uma mãe carinhosa - minha querida... de nada vale as suas convicções em uma guerra, quando você perde o que te faz humana... a sanidade é impossível para aqueles que fazem mais do que existir.
- Mas, Ophelia...
- Cale-se. Vá lá e veja como está a loirinha... eles virão resgatá-la e ela não pode saber disso.
Lala ficou em silêncio.

Sentia a derrota.
Droga...
Raveneh estava quase sorrindo, isolada e machucada, em seu canto. Até ela sentia a derrubada da tirania.


Ela esperava deitada no chão.
- Oláá - a voz saía muito diferente da habitual.
Não era a Raveneh que conhecia.
- Você é a traidora - Raveneh riu, seus olhos sussurrando maldade e certeza - não é? Você não é aquela loira...
- Não importa - Lala sussurrou - você já ultrapassou a sua sanidade.
Raveneh riu mais ainda.
Sua gargalhada ecoou pelo quarto.
- Aquela estúpida me sequestra, me tortura, me deixa horas a fio sem me dar comida... e me pede para ser sã? O que estão pensando? Lembro-me de você... já te vi andando pelas Campinas por alguns dias... mas não lembro... porque não lembro? Claro que não... isso é coisa de Raveneh... nem todas as suas memórias são minhas...
Ela é comparsa de Ophelia. Tome cuidado.
- Que voz doce ela tem, não é? - Catherine ergueu os olhos para Lala - eu gostaria de banho. Aquela loira me trouxe comida. Mas não me trouxe água pra me banhar...
- Cale-se.
Lala se ajoelhou, ficando na mesma altura dos olhos de Raveneh. Ou da mulher que dominava seu corpo, seja qual fosse. Aquela garota era perigosa, sentia isso. Ela havia tentado fugir e se perdera nas armadilhas de Ophelia. E a rainha esperava que Umrae e seus companheiros buscassem Raveneh nesses mesmos caminhos. Porém... e se Raveneh tentasse fugir de outra maneira? E se conseguisse avisar os outros das armadilhas? E se sacrificasse para que ninguém a buscasse e caísse nas mãos de Ophelia? Como funcionava toda a proteção, como funcionava os laços entre os moradores de Campinas e, principalmente, como funcionava a cabeça de Raveneh? Era como duas mulheres? Duas vozes, duas histórias? Ou era uma mulher com duas mentes? Ou era tudo a mesma coisa?
Pegou a corrente de ferro que trazia.

Não fora até ali para pensar.
Ela fora até ali para arrancar informações, se é que isso era possível.
- Raveneh... - Lala mostrou a corrente - me dê suas mãos.
Catherine entregou as mãos.
Pulsos finos que foram acorrentados. E Catherine já não conseguia mais sentir dor. Esvaziava-se completamente quando as correntes apertavam demais seu corpo nos pulsos, tornozelos, pescoço e cintura. Não implorava mais por sua vida quando Lala fez questão de chamuscar seus pés, gritar ordens para ela contar as falhas de Campinas, puxar as correntes que a prendiam. Era inútil. Era tarde demais. Os soldados de Campinas estavam a caminho, o sol subia e logo mais sangue seria derramado. Por que Ophelia insistia em querer mais dor e sofrimento? Por sadismo?
Era arrasador demais.

- Não contarei - a voz doce de Raveneh resistia - mate a nós duas... mate a mim, mate à ela... mas não contaremos. Não diremos nada... porque o desespero? Estão vindo me buscar? Tolos... deveriam me esquecer. Eu só faço eles terem problemas - e chorou com o pensamento.
Lala saiu, fechando a porta atrás de si, deixando Raveneh e Catherine sozinhas com a dor de imaginar que, por conta delas, alguém perderia a liberdade.

Raveneh se encostou na parede.
Como conseguiria pensar em fugir se estava tão ferida? Kibii demorou semanas pra conseguir andar e lutar com metade de sua capacidade... se bem que ela tinha sido torturada diariamente, por muito tempo e com técnicas piores... mesmo assim. Catherine lhe dizia, no fundo, que a regeneração completa e rápida era possível. Ela só precisava de confiança, de poder, de conseguir almejar isso sinceramente.
A solidão da dor era um passo a ser conquistado.

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- Estão vindo - disse Miih ao ver o pequeno grupo reunido.
- Devemos esperá-los na entrada da cidade? Onde outrora havia aquela praça...?
- Sim.
As cinco Musas estavam ali.
À espera.
Não tinham mais intenção de se esconderem de Ophelia. Sabiam que com o poder de Ophelia, elas já tinham sido descobertas há muito tempo. Já tinham visto Keishara no ar, com seus cabelos azulados, e conseguiam sentir o pequeno tremor vindo dos novos soldados do lado de Ophelia. Na linha de fogo, muitas vidas se perderiam. Os dragões mestiços de Bel avançavam pelo ar calmamente, sem estardalhaço. Levavam o exército de Umrae junto, como uma suave carona.
- O que deseja, Catherine? - Loveh perguntou.
O poder místico da Musa das Águas se agitava, esperançoso para ser libertado em uma única dose.
- Eu desejo a cabeça de Ophelia entre meus dedos - declarou a Musa - mas deixo os festejos da vitória com vocês.
- Não deveria ter feito isso - Sunny parecia que ia chorar - e novamente seremos mutiladas como quando Olga partiu... pensavámos que éramos poderosas, as rainhas de tudo, mas... ela se foi... simplesmente se foi...
- A morte é impossível de se evitar - Miih disse, com doçura - mesmo as que vivem muito tempo conhecerão a morte. Ou os efeitos de evitá-la... não somos imortais. E essa era não é mais a nossa. É a era das fadas menores, das fadas ordinárias, organizadas, uma sociedade estruturada com regras, leis e previsões. A magia é simplesmente uma parte, não a essência... e nós somos a essência desse mundo que se foi.

Ficaram em silêncio.

De fato.

- Me pergunto como eles irão atacar... - disse Louise - somos bons aliados, mas desconhecemos os ataques que irão ser feitos.
Sunny mexeu nos cabelos claros, claramente aflita.
- Isso não é problema. Não somos exatamente aliadas, estamos agindo em prol da mesma causa. Mas não fazemos parte do mesmo esquadrão ou algo assim... e isso me faz acreditar que Campinas viveu tempos demais de paz para ter tamanho despreparo. - Sunny cruzou os braços - são talentosos e competentes, mas sabem pouco de guerras... mesmo tendo acontecido uma há dois anos, que envolveu mais pessoas na linha de frente.
- Sim, o exército dessa guerra é inferior, em números, àquele - Loveh concordou - mas eu acho isso inteligente. Umrae prefere a qualidade, sendo uma combatente veterana. Embora seja pequeno, acredito que tem o poder de prejudicar Ophelia para que ela se sinta bastante incomodada...
- Não é o poder que assusta Ophelia - Catherine estreitou os olhos para visualizar a imensidão verde. Pontinhos se moviam. Estavam próximos - é a liberdade. Ah, olá, olá.

Estavam chamando atenção.
Cinco Musas.
Dez dragões.
O exército de Grillindor - desfalcado - estava ali.
Umrae com seus companheiros chamava a atenção pelos cabelos revoltos, olhos dourados e pele escura. E, principalmente, pelo olhar de quem seria capaz de arrancar a cabeça de quem se metesse no seu caminho com os dentes com a mesma elegância de um cisne.

E Ophelia só aguardava o chamado.
Sentia cada um deles, sorria ao imaginar destruindo cada peça com delicadeza e crueldade e movia seus dedos pelas cortinas, caminhando até o salão. Estava a espera.
De todos. E Lala estava ao seu lado. Mesmo que internamente ela estivesse se destruindo de dúvidas, o seu exterior brilhava de certeza e honra. Era traidora uma vez. Não trairia pela segunda vez, assim pensava Ophelia. O que ela desconhecia era que Lala não a trairia jamais, mas isso não significasse que ela não desejasse sua derrota.

- Finalmente - Catherine disse - temos que nos organizar.
- Claro - Umrae sussurrou - como pretende operar?
- Atrair Ophelia até a fábrica abandonada - Miih disse - não podemos lutar como humanas vulgares, então precisamos de um lugar como aquele. Os demônios estão vindo pelo sul, principalmente. São bem fortes... irão dar conta?
- Sim - Bel respondeu prontamente - são forças antigas se confrontando, acredito que iremos dar conta.
Loveh piscou os olhos, parecendo confusa.
- Essa proteção de Campinas não vai funcionar - sussurrou Loveh - ela é contra inimigos...
- Sabemos... nosso território é vulnerável. Mas o abrigo é suficiente contra eles - Ly disse - eles ficarão bem.
- Não acho bom confiar... a terra se revolta e ela é mais poderosa do que qualquer proteção que impuserem - Alice ponderou - seria bom se alguém pudesse cobri-la, protegendo-a melhor. Sunny? Você não gosta tanto de lutar...
Sunny ergueu os olhos, parecendo magoada. Estariam a pondo de lado?
Não...
Quando encarou os olhos de Alice, percebeu a verdade. Não estavam a pondo de lado - estavam precisando dela.
- Está bem - Sunny sorriu - eu darei o melhor de mim para proteger as pessoas.
- É bom ouvir isso de você - Louise disse, em tom gentil.

E Sunny foi.
Ela realmente deveria ter aceitado se distanciar de suas companheiras? Isso realmente fazia sentido?
Isso daria certo?



releve os carrinhos.
e, ok, vamos relevar o jejum de histórias por quase três meses.

3 comentários:

Claudia disse...

Nossa, eu achei que vc tivesse desistido!
(Umrae disfarçada)

x Sete Pontas disse...

AEEEEEEEEE! *-*'
A Luna voltoooou. *-*'
E a guerra tbm. *o*'


(chega de asteríscos. o.o)

x Sete Pontas disse...

Lunoska, um ano sem e eu entrando aqui todo dia na esperança. haiuehiuaoheiouaheuoaehoa